3 passos para inovar

Já vimos que percepção e curiosidade são importantes na hora de procurar soluções criativas e inovar. A criação de hipóteses de ruptura é uma maneria de fazer as pessoas pensarem de maneira diferente. Ele serve para tirar da zona de conforto e acelerar uma transformação na maneira de pensar, promovendo uma ruptura do status quo.

E por que então provocar esse tipo de ruptura? Porque na velocidade do mundo atual, certezas que costumavam garantir a saúde de negócios tradicionais estão desmoronando e, imaginar situações onde paradigmas são quebrados, é essencial para sobrevivência.

A ruptura pode ser encontrada através de um processo de três fases: definição da situação, procura por clichês e distorção dos próprios clichês.

3 ETAPAS PARA INOVAR

1. Definindo a situação

Para atingir um nível significativo de diferenciação, é primeiro necessário definir a situação do mercado, segmento ou categoria que você quer romper.

Segue algumas dicas:

  • Áreas onde todos parecem estar presos sob um mesmo paradigma e parados no tempo
  • Áreas onde margens de lucro são pequenas e deveriam ser melhores.
  • Categorias onde o crescimento é lento e tudo parece igual.

Depois de uma área de atuação definida, é preciso perguntar:

Como podemos revolucionar o cenário competitivo em [determinada situação], através de uma solução inesperada?

2. Encontrando clichês

Com um bom ponto de partida, é hora de encontrar os clichês – algo que acontece com tanta freqüência que acaba se tornando realidade daquele negócio. Clichês estão em todos os lugares, é preciso apenas de um pouco de atenção para percebê-los.

É fácil ver os clichês da indústria dos vídeo-games: pessoas querem são processadores mais rápidos e gráficos mais reais, consoles e jogos são caros, pessoas jogam vídeo-games sentadas em um sofá, apertando botões. Não é necessário ir muito longe para perceber o que o Nintendo Wii fizeram com esses clichês.

Porém, quando o objetivo é achar alguma coisa, parece que ela tende a se esconder mais. Então seguem umas dicas de como encontrá-los. Separe os concorrentes por similaridade, recursos, forças e estratégias. Selecione um ou dois que representem melhor o grupo a que pertencem.

Liste as atitudes que fazem com que todos continuem a trabalhar e competir da mesma maneira e trabalhando sob as mesmas pressuposições. Use esses três filtros para facilitar:

  • Clichês de produtos: Quais são os benefícios tradicionais? O que é falado nas propagandas? Onde e por quem eles competem – consumidores tradicionais, canais, tamanho de mercado?
  • Clichês de interação: Quais são os passos da experiência que o consumidor vai ter ao comprar o produto ou serviço? Como é essa interação, ela é cara-à-cara? Com que freqüência os consumidores compram ou utilizam o produto?
  • Clichês de preço: Qual a política de preço comum? Existem descontos padrão, incentivos, pacotes promocionais?

3. Distorcendo os clichês

Agora que você tem uma lista do que influencia a situação a se manter estagnada, é hora de provocar o status quo, distorcer a realidade, para ver a situação de maneira diferente.

  • O que pode ser invertido? Se existe uma ação, procure a ação oposta. Se algo se repete, inverta a linha do tempo e procure pela origem. Aonde houver uma relação unilateral, tente invertê-la.
  • O que pode ser negado? O que pode ser removido do processo? Que passos da interação com o cliente, com o consumidor, com o usuário podem ser negados do processo?
  • Que escalas podem ser invertidas? O que é escasso, mas poderia ser abundante? E o que é farto que poderia ser escasso? O que é caro que poderia ser barato?

Seguindo esses passos, é possível questionar a maneira de ver as coisas. São as perguntas não convencionais que podem produzir cenários diferentes e descobrir oportunidades inesperadas. A conclusão é que, quanto mais corajosas forem as perguntas, mais diferentes e serão as perspectivas que elas irão oferecer.

Novas perspectivas não revolucionam negócios sozinhas, sendo necessário um profundo entendimento do consumidor para que elas sejam transformadas em oportunidades de negócios.

Este longo post foi baseado no primeiro capítulo do livro: Disrupt: Think the Unthinkable to Spark Transformation in Your Business, de Luke Williams, e em seu post na www.fastcodesign.com

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