Oportunidades Subliminares

Em 3 passos para inovar abordamos as hipóteses de ruptura como uma maneira de encontrar soluções inovadoras quebrando paradigmas e enfrentando o status quo. Luke Williams, criador da teoria, dá continuidade ao tema no texto Four Ways to Spot Markets Ripe for Disruption, dizendo que é necessário mergulhar mais fundo nos problemas, pois as melhores oportunidades não estão evidentes a um olhar superficial.

Algumas pessoas costumam se utilizar do argumento “a Apple não faz pesquisa com seus consumidores” para justificar que não é necessário fazer pesquisas de mercado no desenvolvimento de produtos. Mas os designers da Apple fazem sim suas pesquisas, só que não da maneira tradicional, eles observam a maneira e o contexto em que os produtos são utilizados.

inspiração não é uma questão de talento, mas de percepção

É uma questão de conscientização e percepção – estar antenado aos aspectos sócio-culturais que envolvem as pessoas, possíveis usuários do produto que se está criando. Os designers da Apple que Luke entrevistou compartilhavam essa sensibilidade crítica a detalhes que os concorrentes na maioria das vezes deixam passar despercebidos.

 Jonathan Ive, VP de Design da Apple descreveu sua percepção sobre como as pessoas interagem com os computadores Mac nas Apple Stores: “As pessoas são atraídas pelo seu aspecto físico. Elas não se importam em interagir e tocar os produtos.” Isso o levou a conclusão de que as pessoas gostam de interagir com objetos de aparência menos intimidante. Se elas se sentem intimidadas por um objeto, elas tendem a não querer tocá-lo.

Se as pessoas se sentem intimidadas por um objeto, dificilmente elas vão querer tocá-lo

Sob este diagnóstico, a Apple viu a oportunidade de dar um sentimento tangível de controle sobre a tecnologia, criando uma conexão física entre o usuário e o produto. E essa observação não seria possível sem um estudo passivo e aprofundado sobre a relação entre as pessoas e os objetos. Então as oportunidades acabam se escondendo no sentimento por trás das atividades reais das pessoas, e não no que elas dizem que sentem em métodos tradicionais de pesquisas.

Também é possível identificar oportunidades distorcendo os clichês da indústria – o conceito de hipóteses de ruptura – mas essas hipóteses não existem no vácuo. Seus consumidores alvo também precisam acreditar que a inovação vai trazer algum valor com ela. Então na hora de colocar em prática, é extremamente necessário manter o foco  na interação entre consumidor e objeto, e nas suas necessidades reais.

Porque a mudar só pelo fato de mudar é irrelevante. Muitas idéias ou inspirações acabam não evoluindo não por serem muito radicais, mas por sua proposta de valor – suas vantagens em relação à situação anterior – não serem claras e objetivas. Ou seja, não é por falta de criatividade, mas por falta de inspiração vinda da interação entre usuário e produto.

Essa inspiração só é possível quando se consegue ver através do ponto de vista do próprio usuário, que por sua vez só acontece através de uma imersão completa em seu universo.

A inspiração só pode surgir quando se identifica quem é o usuário, como ele vive, do que ele precisa, o que o motiva? Assim é possível traduzir a hipóteses em oportunidades.

A hipótese alimenta a percepção. A percepção alimenta a inspiração. A inspiração alimenta a oportunidade.

Então por onde começar?

Quando se conduz uma pesquisa, é comum se perguntar pelo que procurar, assim como é comum começar identificando os principais pontos de atrito. Mas infelizmente, as oportunidades não estão sempre nos problemas que estão gritando a sua frente.

Muitos gerentes acabam se tornando experts em identificar problemas críticos, analisar dados e aplicar técnicas puramente racionais para chegar a uma solução. E essa é a situação também da maioria dos pesquisadores.

Mas da mesma maneira que seus olhos estão treinados para identificar os problemas críticos, eles acabam ignorando todo o resto. Pois os problemas que aparecem primeiro são evidentes, e a frustração do usuário é fácil de identificar. Acontece que as maiores oportunidades passam despercebidas porque estão associadas a atritos menores a aspectos menores e não tão evidentes.

Pense na situação de uma simples lata de tinta. Parece que desde sempre elas foram abertas da mesma maneira, provavelmente utilizando uma chave de fenda para remover sua tampa. Aí veio a marca Dutch Boy e introduziu a embalagem Twist & Pour – torça e sirva – no formato de um galão de plástico, com uma tampa de rosquear que facilita a abertura, um bico dosador que reduz os pingos e uma alça para facilitar tanto o transporte quanto o uso da tinta. Quando perguntados, os consumidores disseram que a inovação que a embalagem trouxe já deveria ter acontecido faz tempo. Esse exemplo mostra como as oportunidades se escondem em uma operação “padrão”, como o fato de abrir uma lata de tinta com uma chave de fenda, e os benefícios visíveis que eles podem trazer para a relação entre usuário e produto.

A diferença é que, enquanto os pontos críticos estão gritando para serem resolvidos, os pontos de tensão são detalhes pequenos demais para serem considerados problemas. O desafio então é conseguir identificá-los, pois seus sintomas são difíceis de ler e, apesar de inconvenientes, as pessoas já se acostumaram com eles.

Felizmente, os pontos de tensão são fáceis de identificar, uma vê que você já sabe o que procurar.

Soluções alternativas ou temporárias: A famosa gambiarra. São soluções fáceis e rápidas para os sintomas mais evidentes, que não resolvem os problemas, mas criam um atalho ao redor deles. O perigo das gambiarras, é que se ninguém lhes dá a devida atenção, os problemas tendem a piorar até que alguém apareça com outra solução.

Valores: Os valores das pessoas têm grande importância nas suas decisões. O que eles valorizam? O que é importante? O que não é importante? A tensão surge quando um produto ou serviço entra em conflito com o que as pessoas valorizam. O artigo “The Good-Enough Revolution, trata da mudança do comportamento do consumidor no que o autor, Robert Capps considera como “o efeito MP3” – os consumidores dão mais valor à flexibilidade do que à qualidade, considerando a diferença de qualidade entre uma música em mp3 e uma gravada em um CD, sem compressão. Consumidores ainda preferem conveniência ao invés de uma avalanche de funções e ainda preferem o rápido e sujo ao invés do lento e brilhante. Ter agora é mais importante do que ter perfeito. Essas alterações estão mudando o conceito de alta-qualidade.

Inércia: Quanto maior a inércia, menor a motivação para considerar alternativas. Vários clientes de banco, por exemplo, gostariam de trocar de banco, mas preferem não fazê-lo por causa da burocracia e do trabalho que dá. Então qualquer situação que as pessoas se sintam “presas” a um produto ou serviço, pode ser considerada como um ponto de tensão. O plano de portabilidade de linha telefônica é uma evidência de um ponto de tensão, agora como tuná-lo menos burocrático é uma oportunidade de inovação.

Querer ao invés do dever: Existe uma luta constante entre o que as pessoas querem naquele momento e o que elas deveriam fazer para obter um benefício em longo prazo. O artigo de Dan e Chip Heath para a fastcompany evidencia que as pessoas precisam de ajuda para salvá-las delas mesmas, pois elas acabam fazendo o que querem muito mais do que o que elas deveriam.

Não existe um processo ou uma regra que determine o sucesso de qualquer inovação, o que existem são abordagens mais eficientes para identificar as oportunidades.

Este é o segundo texto de uma série de 3, adaptado do original de Luke Williams, FastCoDesign: http://www.fastcodesign.com/1664794/four-ways-to-spot-markets-ripe-for-disruption

5 evidências da integração do consumo on-line e off-line

O Trend Briefing “Retail Renassaince” (Trendwatching.com) revelou 5 evidências da integração do consumo on-line e off-line, e apontam que o varejo tradicional nunca deixará de existir, apenas ficará mais integrado com o mundo virtual.
  1. 8 em cada 10 consumidores pesquisam suas compras pela internet antes de efetuá-las, e embora 42% pesquisa pela internet para depois comprar via internet mesmo, 51% ainda pesquisa pela internet para depois efetuar a compra em lojas físicas Fonte: Google & IPSOS OTX, setembro de 2010.
  2. Consumidores multicanal, ou seja, aqueles que procuram informações de diversas fontes antes de comprar em lojas, pela internet, celular ou catálogo, gastam em média 82% a mais por transação que os consumidores que pesquisam e efetuam suas compras somente em lojas Fonte: Deloitte, dezembro de 2010.
  3. Tipicamente, a taxa de conversão de e-commerce fica em torno de 2-3.5%, enquanto a taxa de conversão em lojas físicas, para varejistas de moda, por exemplo, está em torno de 20-25% Fonte: Verdict Research, maio de 2010.
  4. Dos 40% dos consumidores nos EUA que têm smartphones, 70% os usa enquanto vão às compras em lojas físicas Fonte: Google & IPSOS OTX, abril de 2011.
  5. A prática de escanear códigos de barra com celulares inclusive os tradicionais códigos UPC e códigos QR aumentou em 1.600% mundialmente em 2010 Fonte: Scanlife, dezembro de 2010.

Leia o trend briefing na íntegra: O Trend Briefing da trendwatching.com de setembro de 2011, “RETAIL RENAISSANCE”, faz a cobertura das últimas tendências de consumo e desenvolvimentos do varejo.

Como a informação flui no Twitter

Pesquisadores da Universidade de Cornell e do Yahoo Research realizaram uma pesquisa sobre o fluxo da informação no Twitter, com o objetivo de desvendar a real influência do microblog, que produz cerca de 110 milhões de mensagens por dia, difundidas por seus mais de 200 milhões de usuários.

Dividindo os usuários em 5 categorias (celebridades, mídia, organizações, blogs e usuários correntes), concluíram que 50% dos tweets mais “consumidos” são gerados por apenas 20 mil usuários, considerados a “elite” dos influenciadores.

50% dos tweets mais “consumidos” são gerados por apenas 20 mil usuários, a “elite” dos influenciadores.

Os meios de comunicação são os que produzem mais informação, mas as celebridades são as que possuem mais seguidores e tem seus posts mais “retuitados”. Na verdade, somente 15% da informação recebida pelos usuários correntes provem dos meios de comunicação.

O estudo também diz que os usuários acabam formando tribos, por grupo de interesse ou atividades similares, e os famosos desenvolvem um diálogo entre eles, enquanto os blogueiros fazem o mesmo entre si.

Os conteúdos mais retuitados são aqueles relacionados a algum conteúdo externo, como livros, música ou vídeos.

Dentre os temas de destaque, as notícias internacionais são as mais relevantes, seguidas por noticias nacionais (incluindo fofocas), informações sobre negócios e esporte. Saúde, tecnologia e ciência também estão entre os mais citados.

via Assim flui a informação em Twitter » Negócio Digital.

O preço da criatividade

De um ponto de vista gerencial, achar que é possível comprar criatividade pode parecer até senso comum, tendo em vista que qualquer outro serviço pode ser comprado. Mas quem acha que pagando um preço alto é garantia de receber um trabalho criativo, está enganado.

Recompensar pessoas por um trabalho duro é ótimo, mas já não é garantia de lealdade e, muito menos de criatividade. A recompensa pode servir como um ótimo  incentivo, ou as vezes como uma ameaça, mas nunca vai ser garantia de bom resultado quando se tratam de trabalhos complexos, desafiadores e criativos.

Pelo contrário, existem evidências científicas de que as motivações extrínsecas (recompensas ou punições) têm um efeito negativo sobre a criatividade. Enquanto parece óbvio que a pressão de uma punição tenha efeito negativo, seria contra-intuitivo pensar que a recompensa teria o mesmo efeito.

Pessoas são mais criativas quando motivadas pelo seu próprio interesse, satisfação e nível de desafio do trabalho em si – não por pressões externas.

Teresa Amabile, How to Kill Creativity

Mas acontece que quando se foca na recompensa, perde-se o foco no trabalho em si. E qualquer pessoa mais criativa vai dizer que para ter um bom desempenho ao realizar tarefas criativas  – seja a resolução de um problema altamente técnico ou uma obra de arte – é necessário 100% de foco na tarefa, quase como uma obsessão para resolvê-la. É preciso gostar muito do que está fazendo.

Cada pessoa tem seu preço, um valor para colocar seu intelecto e conjunto de experiências à disposição de uma empresa e, se esse valor estiver longe do ideal, a compensação se torna uma contenção, uma distração a mais para a pessoa lidar. Mas se o objetivo é conseguir o máximo das pessoas, é necessário focar nas motivações intrínsecas – os elementos inerentes ao trabalho em si. Fatores como desafios, interesse, aprendizado, significado, liberdade e fluidez criativa. São eles que motivam as pessoas criativas, e as pesquisas demonstram uma forte conexão entre os níveis de motivação intrínseca e o desempenho criativo.

Criatividade não se compra, se inspira

Então como atrair pessoas criativas e extrair o melhor delas? Parte deste desafio é uma questão organizacional, como colocando pessoas para trabalhar em equipes menores, com maior autonomia são elementos que parecem estimular mais a criatividade do que departamentos maiores com gestão centralizada.

Mas a relação entre líderes, equipes e entre os próprios integrantes também é fundamental. Como os desafios são encarados, a comunicação entre a gerência e o time e como os integrantes se apóiam, encorajam e desafiam uns aos outros.

O dinheiro compra o tempo das pessoas, e também pode garantir certo conjunto de competências profissionais, mas ao se esperar que apenas o dinheiro seja a motivação, o que se consegue são mercenários.

Se o objetivo é um trabalho altamente criativo – aquele tempero especial que diferenciará seu produto da concorrência – é necessário inspirar, mostrar o quanto o trabalho é encantador, desafiador e divertido. E também é necessário dar espaço para que as pessoas façam o trabalho do jeito delas, ao invés de tentar gerenciar cada passo.

Então como manter as pessoas inspiradas?

Qualquer profissional que lide com criatividade pode já ter vivido certa tensão entre seus próprios desejos e as demandas do mercado, da gerência ou dos consumidores. Não existe uma fórmula para resolver essa questão, pois se você gastar muito tempo nos projetos pessoais, vai acabar deixando a diretoria insatisfeita. Por outro lado, se você se dedicar apenas a trabalhar por dinheiro em um trabalho que não inspire, sua criatividade vai desaparecer.

Então é necessário entrar em equilíbrio entre as motivações intrínsecas e extrínsecas. Muitas vezes será necessário se dedicar a trabalhos menos inspiradores, mas que ajudem a pagar suas contas, enquanto isso busque realizar tarefas criativas em outros momentos, para que manter aquela chama criativa acesa.

A maioria das tarefas parece desinteressante a primeira vista. O desafio é mudar a perspectiva e encontrar maneiras criativas de resolvê-las, não importa o quanto pouco desafiador elas pareçam. Se você conseguir superar a barreira inicial e encontrar soluções criativas e originais, vai se sentir muito mais recompensado ao fazê-las, e ainda será reconhecido por isso.

É importante lembrar que assumir uma postura de ‘diva’ – reclamando de tudo e achando que é intocável – não ajudará em nada.

Texto original: http://the99percent.com/tips/7053/Why-You-Cant-Buy-Creativity

10 ferrametas para monitorar tendências

O grande problema do uso livre do Twitter é que ele é livre. Essa liberdade produz muito ruído no meio de informações úteis, que podem acabar sendo difícil de filtrar. Os usuários podem criar listas para organizar a avalanche de informação, mas também existem ferramentas gratuitas que facilitam a busca de informações relevantes na nuvem.

Seguem 10 ferramentas de monitoramento que permitem “limpar” um pouco do ruído da rede, permitindo revelar tendências e seus influenciadores:

  1. Portwiture mostra o resultado da busca na forma de imagens, casando o assunto com fotos no Flickr. Os resultados podem ser vistos como um grid de imagens ou como um slideshow.
  2. Cloud.li é um buscador que apresenta o resultado na forma de nuvem de tags. Além de fazer a busca por termos específicos, também é possível filtrar o resultado.
  3. TweetStats permite ver as estatísticas do seu perfil ou de outros usuários. A informação é mostrada na forma de gráficos, e é possível ver quem fala mais, quem dá mais retweets e a freqüência das atividades.
  4. Trendistic é o mais indicado para monitorar tendências. Os resultados são apresentados na forma de gráficos, mostrando seu histórico de 24 horas até 180 dias. O acesso básico é gratuito, mas algumas ferramentas são restritas a usuários pagos.
  5. TwitterMap permite ver os pontos geográficos onde os assuntos estão sendo comentados. Basta iniciar uma busca que os pontos relacionados começam a surgir no mapa.
  6. 5K Twitter Browser permite ver as relações entre os perfis. A pesquisa pode ser feita por usuário, retornando os últimos perfis que a pessoa está seguindo, sua network e atividade recente.
  7. TwitterSheep é uma boa ferramenta para visualizar quem são os seus seguidores e o que eles fazem.
  8. Twendz é um aplicativo online que usa o Twitter Search para destacar temas e o humor na conversa sobre eles. O Twendz acompanha a reação emocional relacionada aos tópicos, em tempo real.
  9. Tweetree constrói uma árvore com o seu histórico, para que você possa ver o que as pessoas estão respondendo em cima do seu post. Ele também relaciona conteúdo de video e imagem.
  10. Twistori permite escolher um tópico e monitorar o assunto em tempo real.

Via: http://www.makeuseof.com/tag/8-free-tools-visualise-information-twitter/